Quinta, 01 Abril 2021 00:46

GENÉTICA FORENSE - Peritos coletam material biológico de detentos da Cadeia Pública de Boa Vista

Serão incluídos 300 perfis no Banco de Perfil Genético Nacional até o final de junho. Serão incluídos 300 perfis no Banco de Perfil Genético Nacional até o final de junho. Ascom/Polícia Civil

Durante todo o dia desta quarta-feira, 31, peritos do LGF (Laboratório de Genética Forense) do IC (Instituto de Criminalística) realizaram a segunda etapa de coleta de DNA de reeducandos, desta vez na CPBV (Cadeia Pública de Boa Vista). O material genético coletado fará parte da RIBPG (Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos) e pode contribuir para a resolução de autoria de delitos.

De acordo com o diretor do IC, Sttefani Ribeiro, Roraima era um dos estados que não haviam alcançado as metas anteriores referentes às coletas de DNA, previstas pela Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública). A ação desta quarta-feira se encerrou no final da tarde e foi possível finalizar ao todo, 400 atendimentos.

“Iniciamos esse trabalho há algum tempo. Roraima e mais alguns estados da Federação estavam inseridos no rol daqueles que não haviam conseguido cumprir sua meta em anos anteriores. Em 2021, já em nosso segundo ano de coleta, estamos conseguindo fechar a meta já no primeiro semestre”, observou.

Ribeiro destacou que, com esta coleta na Cadeia Pública e mais uma a ser realizada na Pamc (Penitenciária Agrícola do Monte Cristo), a equipe do IC vai incluir mais 300 perfis no Banco de Perfil Genético Nacional até o final de junho.

“Com essa ação aqui na Cadeia Pública de Boa Vista, conseguimos cumprir os nossos números, de acordo com aquilo que nos foi demandado pela Senasp. A coleta da penitenciária vai ser realizada como um adicional, pois a nossa prioridade nesse momento é pegar essas coletas de material biológico e fazer a extração do perfil genético e o processamento em nosso laboratório”, afirmou Ribeiro.

De acordo com o diretor, essa ação faz parte de um projeto grandioso, ousado e inovador no Brasil. “Alguns países da Europa já utilizam a ferramenta da genética forense do Banco Codis para auxiliar na autoria delitiva com a efetiva resolução de crimes e o Brasil está adotando essa prática que será de extrema importância para as investigações”, disse.