Sábado, 31 Outubro 2020 01:01

CASO ROMANO DOS ANJOS: Polícia Civil tem várias frentes de investigações

CASO ROMANO DOS ANJOS: Polícia Civil tem várias frentes de investigações Ascom/Polícia Civil

O sequestro do jornalista Romano dos Anjos está sendo investigado por uma força-tarefa coordenada pela equipe de policiais do 1º Distrito Policial, com a participação do GRI (Grupo de Resposta Imediata) e NI (Núcleo de Inteligência). O delegado Geral de Polícia, Herbert de Amorim Cardoso, afirmou que os trabalhos investigativos para esclarecer o crime estão em andamento e que nenhuma hipótese levantada é descartada.

O sequestro ocorreu na noite de sexta-feira (26), ocasião em que todas as forças de Segurança envidaram esforços no sentido de localizar o jornalista ainda com vida, o que ocorreu na manhã de terça-feira (27).

“Naquele momento tenso, difícil, de angústia por parte dos familiares e amigos, o nosso foco principal era encontrar ele com vida. Todas as forças de Segurança do Estado estavam empenhadas em localizá-lo. Inclusive policiais que estavam de folga foram convocados para trabalhar. Graças a Deus ele foi encontrado e está recebendo atendimento médico”, disse Herbert Cardoso.

De acordo com o delegado Geral, várias diligências estão sendo realizadas, dentre elas a identificação da rota usada pelos criminosos que sequestraram o jornalista, com o objetivo de identificar as placas e localizar os veículos usados no crime.

“Trata-se de um crime complexo, então precisamos ser muito atentos aos detalhes. São muitas imagens de câmeras que estão sendo analisadas por nossos policiais. Não podemos perder um detalhe. Essas imagens são extremamente importantes para um resultado efetivo da investigação”, afirmou.

A esposa da vítima, Natasha Vasconcelos, foi ouvida na manhã de quarta-feira (28), no 1º Distrito Policial. A Polícia Civil acertou com o advogado do jornalista para formalizar o depoimento dele, o que deve acontecer no Hospital onde está internado.

O delegado Geral informou que o telefone celular do jornalista, apreendido ainda na noite do crime, foi encaminhado para perícia no Instituto de Criminalística. O telefone celular da esposa da vítima, não foi localizado no mesmo dia. Entretanto, uma equipe do Instituto de Criminalística realizou uma busca minuciosa no local, com um detector de metal e localizou o aparelho, que já se encontra no Instituto.

“Estamos aguardando os laudos das perícias de impressões digitais e da análise dos celulares do jornalista e da esposa dele. Encontramos o celular dela, que estava desaparecido. A equipe da Criminalística localizou este celular no local próximo ao que foi jogado o de Romano dos Anjos. Após uma busca minuciosa, durante o dia, com um detector de metal foi possível achá-lo. Então vamos aguardar a autorização das vítimas, para que possamos utilizar um aparelho específico, que vai captar e extrair as informações, que possam auxiliar as investigações e chegar a alguma conclusão, a alguma pista, uma nova linha de raciocínio para essa investigação e que possamos concluir o mais breve possível”, disse o delegado Geral.

HIPÓTESES PARA O CRIME

Herbert Cardoso destaca que a Polícia Civil ainda não tem nomes de suspeitos e também qual a motivação do crime. A investigação não afasta nenhuma hipótese já levantada até o momento e os policiais se desdobram para esclarecer o caso.

“Nenhuma das hipóteses podem ser descartadas. Temos hipóteses de simulação, de que tenha sido um crime premeditado, planejado. Então tudo é levado em consideração, não descartamos nada”, afirmou.

Sobre os autores do crime, o delegado geral destacou que pelas características das pessoas que agrediram o jornalista, a forma como foi invadida a residência dele, tudo leva a crer que são profissionais.

“Até mesmo pela forma como estavam vestidos, com bala clava, camisas de manga comprida preta, calça e bota preta, luvas, a forma com que se comunicavam, com aparelhos de rádio amadores. Isso tudo nos leva a crer que é um grupo de pessoas preparadas para praticar esse ato covarde contra a vítima Romano dos Anjos”, observou.

Para o delegado Geral a investigação tem um longo caminho a percorrer, passando por oitivas das vítimas, das testemunhas, análises periciais, análises de imagens, diligências e monitoramentos que estão em andamento.

“Não podemos ser levianos de indicar A, B, C ou D, ou quem quer que seja para vir a prejudicar ou até mesmo fazer juízo de valor diferente do que for encontrado futuramente. É por isso que estamos trabalhando. É um trabalho minucioso, um trabalho técnico, imparcial da Polícia Civil, onde o governador pediu que concentrássemos todos os esforços para poder elucidar o mais breve possível este caso, sem deixar nenhuma dúvida, nenhum questionamento ou qualquer interrogação que seja com a autoria deste delito. Assim que tivermos uma prova, um contexto probatório, robusto e capaz de identificar os autores, vamos concluir o inquérito e informar a toda a sociedade roraimense que está ansiosa para ver solucionado este caso”, finalizou.