Quarta, 20 Maio 2020 19:45

Polícia Civil investiga feminicídio ocorrido durante a madrugada

Polícia Civil investiga feminicídio ocorrido durante a madrugada Ascom/Polícia Civil

A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio da DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) informa que estão em andamento diligências para localizar e prender o pedreiro E. A. C., de 44 anos, apontado como principal suspeito do feminicídio, da operadora de caixa, Silvana Magalhães de Souza, de 35 anos. O homem é ex-marido da vítima e estavam separados há três anos.

Uma guarnição da Polícia Militar foi acionada na noite de ontem, por volta das 23h30 para atender uma ocorrência de violência doméstica no bairro Cruviana. No local, os policiais militares já encontraram a vítima sendo atendida por uma equipe de Resgate do Corpo de Bombeiro Militar e apresentava cortes na cabeça.

Enquanto a vítima era socorrida, a Polícia Militar realizou diligências para localizar o principal suspeito do crime, mas ele não chegou a ser preso. Durante a madrugada, o atual marido da vítima, R. P. L., comunicou a morte dela, por traumatismo craniano.

O caso foi registrado inicialmente na Central de Flagrantes e encaminhado à DEAM. As diligências estão em andamento e, caso o acusado não seja preso em flagrante, será instaurado inquérito por portaria.

VÍTIMA SOLICITOU MEDIDA PROTETIVA DE URGÊNCIA

De acordo com informações prestadas pela diretora do DPE (Departamento de Polícia Especializada), delegada Elivânia Aguiar, há relatos anteriores na DEAM de que a mulher tenha sofrido violência doméstica por parte do acusado.
Ela foi casada com ele por dez anos e têm um filho juntos. Há três anos o casal estava separado, mas há informação de que moravam em casas separadas, no mesmo terreno.

No dia 28 de fevereiro do corrente ano a operadora de caixa procurou a DEAM e requereu uma MPU (Medida Protetiva de Urgência). Ela vinha sendo assistida pela Defensoria Pública por causa da partilha dos bens, após a separação. A medida protetiva foi concedida pela Justiça e no dia 15 de março o pedreiro foi afastado do lar, uma vez que moravam no mesmo terreno. Ele entrou com pedido de revogação das medidas, mas até o momento não foi revogada.

De acordo com a diretora do DPE, a delegada Verlânia Silva é quem presidirá as investigações para esclarecer as circunstâncias do crime.