Quinta, 17 Outubro 2019 14:32

Polícia Civil prende sete pessoas acusadas do julgamento e morte de jovem em Boa Vista







Uma investigação iniciada pela Polícia Civil, a partir da comunicação do desaparecimento da jovem Erika Samay Rodrigues da Silva, de 18 anos, vista com vida pela última vez por volta das 14h30, do dia 09, resultou na prisão de seis pessoas adultas e uma adolescente de 16 anos, acusadas de participação em seu assassinato. As investigações apontam que a garota foi submetida a um “tribunal” por integrantes de uma organização criminosa e levada pelo próprio namorado para ser morta.

A família da vítima registrou Boletim de Ocorrência do desaparecimento dela no 3º Distrito Policial, no último dia 10, informando que a garota estava na casa do namorado, o mecânico de motocicleta Alan da Silva Sousa, de 26 anos e de lá saiu para a casa de uma amiga e desde então não foi mais vista com vida.

O caso passou a ser investigado pela DGH (Delegacia Geral de Homicídios) e NI (Núcleo de Inteligência). Contou também com o apoio do GRT (Grupo de Resposta Tática) e DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção a Pessoa), da Polícia Civil.

O delegado da DGH, Jorge Wilton Nepomuceno, presidiu as investigações e expediu Ordem de Missão aos agentes para iniciarem as investigações no sentido de localizar a jovem ainda com vida.

As investigações apontam que o processo de “julgamento” dela pelos criminosos teve início no dia 08 e a garota ainda foi vista com vida no dia 09 deste mês, mas que sua execução teria ocorrido provavelmente no dia 10.
A ordem de execução de Erika Samay, segundo as investigações, partiu de uma integrante de uma organização criminosa do Paraná, por “vídeo conferência” e que o próprio namorado dela, Alan Sousa deveria matá-la, por decapitação.

De acordo com o delegado da DGH, Jorge Wilton Nepomuceno, os trabalhos apontam que antes de ser executada, a jovem foi levada para três cativeiros diferentes, sendo um numa área de invasão chamada Nova Esperança, no bairro Equatorial, o segundo no bairro Pedra Pintada e o terceiro, onde teria sido executada, no bairro Pintolândia.

O motivo da causa da morte de Erika Samay, segundo os acusados é porque ela seria “simpatizante” de uma organização criminosa rival. O namorando dela é integrante da organização criminosa que determinou sua execução.

OS AUTORES DO CRIME:

Foram presos e autuados em flagrante acusados dos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e organização criminosa as seguintes pessoas:

O chapeiro José Lucas Almeida da Silva, de 19 anos, apelidado de “Mizuno”, apontado como sendo integrante de uma organização criminosa, com a função de fazer levantamento de integrantes dessa facção que não estão “em sintonia” com o grupo.

O jardineiro Mesack de Freitas Barbosa, de 40 anos, dono de uma das casas em que a garota teria sido mantida em cativeiro.

O técnico em refrigeração Leandro Santos da Luz, chamado de “Guilherme”, namorado da adolescente apreendida e integrante da organização criminosa;

Raiana Costa de Souza, apelidada de “Neurótica” ou “Santa Morte”, de 37 anos, apontada como integrante da organização criminosa e, juntamente com o marido, de serem os donos do Celta de cor preta, usado para o transporte da vítima.
Dackson Barros Muniz, vulgo “Das Trevas”, de 22 anos, marido de Raiana Costa;

O mecânico de motocicleta Alan da Silva Souza, vulgo “Zona Leste”, namorado de Erika Samay.

DILIGÊNCIAS – De acordo com o delegado Jorge Wilton Nepomuceno, após a notícia do desaparecimento da jovem, várias diligências foram realizadas no intuito de resgatá-la com vida.

Um dos primeiros a ser preso foi o acusado Mesack, dono da casa onde a garota teria sido mantida cativeiro. Neste local também foi preso o acusado Leandro. Em seguida o namorado dela, Alan Sousa foi preso. A partir daí os policiais civis prenderam os demais integrantes da organização criminosa, dentre eles uma adolescente de 16 anos foi apreendida.

Os policiais civis identificaram os endereços dos três lugares em que a jovem foi mantida em cativeiro. Entretanto, ela não foi localizada em nenhum deles.

O namorado da garota nega ter participado de sua execução, mas seus comparsas afirmam que foi dada a ele a ordem de matá-la e que somente ele saberia dizer o local em que o corpo foi “jogado”.

Vários aparelhos de telefone celular e um carro Celta utilizado pelos acusados para o transporte da vítima aos cativeiros em que foi mantida foram apreendidos.

Os seis adultos foram submetidos a exames de integridade física e encaminhados na manhã desta terça-feira para Audiência de Custódia. Todos eles tiveram suas prisões preventivas decretadas pela Justiça no início da tarde de hoje e foram encaminhados ao Sistema Prisional.

Ainda de acordo com informações prestadas pelo delegado Jorge Wilton Nepomuceno, as diligências continuam em andamento para localizar o corpo da vítima e para identificar outras pessoas que participaram do crime.

Quem tiver informações que possam contribuir com os trabalhos da Polícia, pode fazer contato pelo Disque Denúncia, no número 181. Sua identificação é mantida em sigilo.