Sexta, 11 Outubro 2019 14:59

Investigação identifica núcleo de organização criminosa e 17 integrantes são presos

 

 

A Delegacia Geral da Polícia Civil em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira, 07, repassou detalhes da operação Intolerância deflagrada na sexta-feira, dia 04. O resultado dos trabalhos foi à prisão de 17 pessoas integrantes do núcleo de uma organização criminosa com atuação nos municípios de Boa Vista, Alto Alegre, Normandia e Mucajaí. Dentre os presos, encontra-se um, que é considerado o líder regional da organização criminosa.

Participaram da entrevista a delegada geral em exercício, Elisa Reis Mendonça, o diretor do DPJI (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) Eduardo Wayner, o delegado que coordenou as investigações, Wesley Costa de Oliveira, o comandante da 4ª Companhia do Interior, da Polícia Militar e os diretores do DPJC (Departamento de Polícia Judiciária da Capital), Adriano Santos, DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção a Pessoa), Maurício Nentwig, e DOPES (Departamento de Operações Especiais), Alexsander Lopes.

A Delegacia Geral vem reforçando, por meio das mais diversas unidades policiais o combate qualificado às organizações criminosas. Na última sexta-feira, dia 04, foi deflagrada a Operação “Intolerância”, que teve como foco principal desarticular organizações criminosas que atuam no tráfico de drogas, nos municípios de Normandia, Alto Alegre e Mucajaí.

Segundo a delegada Geral em exercício, Elisa Reis Mendonça, é de extrema importância destacar a integração entre as forças de segurança para que os trabalhos alcançasse êxito.

“Foi uma investigação que já durava um ano, com trabalho de inteligência, pois trata-se de crimes que requerer muita paciência para se identificar os envolvidos. A equipe da Polícia Civil de Alto Alegre, com o apoio da Promotoria e do Comando da Policia Militar daquele Município, atuaram de forma integrada. Para a execução da Operação contamos com o apoio de várias unidades da Polícia Civil, inclusive do Canil da PM. Tivemos um grande efetivo de policiais envolvidos nessa ação e no domingo foi executada mais uma prisão”, destacou a delegada geral.

INTENSIFICAR - O diretor do DPJI, Eduardo Wayner, destacou que serão intensificadas as investigações para combater o crime nos municípios do interior.

“Temos várias frentes de trabalho de investigação em andamento e a Polícia Civil está atenda. São investigações que demandam tempo, mas temos vários mecanismos que nos possibilitará ampliar esse trabalho que teve início pelo município de Alto Alegre. Inclusive é de extrema importância enaltecermos e elogiar o trabalho da equipe de policiais do Alto Alegre, que não mediram esforços para a realização deste trabalho”, disse Eduard Wayner.

O capitão Bruno Almeida destacou o apoio da equipe do Canil de Rorainópolis durante os trabalhos realizados em Alto Alegre e disse da importância da integração das forças de segurança nos municípios, para o combate ao crime.

INVESTIGAÇÃO

A investigação decorrente da Operação Intolerância vinha ocorrendo há um ano, tendo como presidente dos trabalhos o delegado do município de Alto Alegre, Wesley Costa de Oliveira. Foram realizadas várias prisões ano passado e neste ano, para combater os crimes praticados por integrantes de facção criminosas.

Para a execução da operação Intolerância, o delegado Wesley Oliveira representou contra os investigados na Justiça. Por conta desse trabalho foram cumpridos 32 mandados judiciais, sendo 18 de prisão e 14 de busca e apreensão. Foram cumpridas 17 prisões e 14 mandados de busca e apreensão.

Dos mandados de prisão, seis mandados foram cumpridos na PAMC (Penitenciária Agrícola de Monte Cristo). Foram apreendidas duas espingardas, sendo uma no calibre 22 e outra de calibre 28, três papelotes de maconha, dois papelotes de cocaína e 11 aparelhos de telefones celulares. Todo material será submetido à perícia pela equipe do Instituto de Criminalística.

De acordo com informações prestadas pelo delegado Wesley Costa de Oliveira os integrantes das organizações criminosas têm uma cadeia de comando, que dava as ordens para cometimentos de delitos, homicídios, tráfico de drogas, transporte de entorpecentes e com um sistema de arrecadação que permitia que parte desses recursos retornasse aos líderes da organização criminosa.

Ainda segundo o delegado, os integrantes dessa facção criminosa atuavam nos quadro municípios em que a Operação Intolerância percorreu e tinham um elo comum: os líderes estavam dentro do sistema prisional, davam as ordens de dentro do sistema e os faccionados que estavam nas ruas cometiam os delitos, inclusive de alguns homicídios.

“Conseguimos Identificar grande parte dos criminosos e estamos trabalhando na análise do material apreendido em poder deles para identificar os demais membros dessa organização”, disse.

COORDENAÇÃO

A Coordenação Operacional da operação Intolerância ficou a cargo do DPJI (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), e conta com apoio de diversas delegacias subordinadas aos departamentos policiais, como o DRACO (Distrito de Repressão às ações Criminosas Organizadas), DPJC, DHPP, DPE (Departamento de Polícia Especializada), DENARC (Departamento de Narcóticos), DOPES, Núcleo de Inteligência, uma equipe de peritos do Instituto de Criminalística e da Polícia Militar.